terça-feira, 8 de maio de 2012

sem nexo, nem razão


Andei procurando motivos que me fizessem escrever. Mas, peraí! Se para escrever eu preciso procurar motivos, é sinal de que eu não tenho nada a dizer. (?) Sim, se a vida fosse uma equação matemática. Onde ao final dela, não importa se o resultado foi real, irracional ou, até, uma incógnita. O resultado é sempre igual a alguma coisa que, por sua vez, explica a grande confusão de inúmeros números, misturados a letras, atrás de uma possível razão. Não. Definitivamente, a vida não se parece nadinha com uma equação matemática, e ela está  longe de fazer com que você corra atrás de alguma razão. Não que ela não tenha (não me entendam mal), mas é total perda de tempo querer razão para tudo que acontece na costumeira conturbada vida. Você já parou pra pensar o por quê de ter nascido mulher ou homem? Melhor, a razão de ter vindo parar nesse mundão-de-meu-deus? Na boa? Não tente. Se existe alguma razão pra alguma merda, deixe para os mais "evoluídos" a tarefa de quebrar a cabeça, tentando descobrir a razão de... Porra! Já não sei nem mais a razão deste post!
É fato que motivos não me faltam pra encher várias e várias páginas. Término de relacionamento de mais de dois anos, juntamente com os planos de família + felizes-para-sempre, perdas e mais perdas de pessoas que eu queria "pro resto da vida", inúmeras decepções (principalmente as minhas de mim mesma), e blá blá blá. Putz. Daria um livro de 358 páginas! Mas, confesso: morro de preguiça de dissertar sobre as desgraças  mundanas. Coisa chata de relembrar, de escrever e, mais ainda, de ler. 
A verdade é que, apesar de clichê, eu tenho vivido um dia de cada vez, e isso tem me feito um bem danado. A vida tem pesado menos e a tal "razão" sumido do meu vocabulário. É porque é, e disso nada vai mudar. A não ser a sua vontade de querer mudar. De fazer, sentir e ver diferente os vários ângulos que os fatos lhes são colocados. 
Vim aqui também declarar que eu me perdoei por todo mal que me causei. E a você também. Você que, porventura, tropeçou em alguma parte do meu caminho: eu te perdôo, de coração. Agora, apenas levante e seja leve, como eu.