quarta-feira, 19 de setembro de 2012

um balão só

"Pra começar a colorir algum lugar, que seja aqui.
Com um balão só já dá pra voar.

Pra começar a descobrir o que é chegar e o que é partir,
o coração só precisa de ar...

e deixar"
livre




segunda-feira, 30 de julho de 2012

e só

Hoje eu quis casar.
Com flores na cabeça, pés descalços, em um campo florido de girassóis, numa tarde ensolarada, todos de branco...
Hoje eu quis casar.
E só.













https://www.youtube.com/watch?v=rIBRcQdzWQs&feature=player_embedded

terça-feira, 8 de maio de 2012

sem nexo, nem razão


Andei procurando motivos que me fizessem escrever. Mas, peraí! Se para escrever eu preciso procurar motivos, é sinal de que eu não tenho nada a dizer. (?) Sim, se a vida fosse uma equação matemática. Onde ao final dela, não importa se o resultado foi real, irracional ou, até, uma incógnita. O resultado é sempre igual a alguma coisa que, por sua vez, explica a grande confusão de inúmeros números, misturados a letras, atrás de uma possível razão. Não. Definitivamente, a vida não se parece nadinha com uma equação matemática, e ela está  longe de fazer com que você corra atrás de alguma razão. Não que ela não tenha (não me entendam mal), mas é total perda de tempo querer razão para tudo que acontece na costumeira conturbada vida. Você já parou pra pensar o por quê de ter nascido mulher ou homem? Melhor, a razão de ter vindo parar nesse mundão-de-meu-deus? Na boa? Não tente. Se existe alguma razão pra alguma merda, deixe para os mais "evoluídos" a tarefa de quebrar a cabeça, tentando descobrir a razão de... Porra! Já não sei nem mais a razão deste post!
É fato que motivos não me faltam pra encher várias e várias páginas. Término de relacionamento de mais de dois anos, juntamente com os planos de família + felizes-para-sempre, perdas e mais perdas de pessoas que eu queria "pro resto da vida", inúmeras decepções (principalmente as minhas de mim mesma), e blá blá blá. Putz. Daria um livro de 358 páginas! Mas, confesso: morro de preguiça de dissertar sobre as desgraças  mundanas. Coisa chata de relembrar, de escrever e, mais ainda, de ler. 
A verdade é que, apesar de clichê, eu tenho vivido um dia de cada vez, e isso tem me feito um bem danado. A vida tem pesado menos e a tal "razão" sumido do meu vocabulário. É porque é, e disso nada vai mudar. A não ser a sua vontade de querer mudar. De fazer, sentir e ver diferente os vários ângulos que os fatos lhes são colocados. 
Vim aqui também declarar que eu me perdoei por todo mal que me causei. E a você também. Você que, porventura, tropeçou em alguma parte do meu caminho: eu te perdôo, de coração. Agora, apenas levante e seja leve, como eu.

terça-feira, 3 de abril de 2012

metáforiando



Chupei o papel e joguei a bala fora.










Tinha gosto de enxofre.

segunda-feira, 26 de março de 2012

*parece descanso pra minha oração*

DESCOBRIR
O
VERDADEIRO
SENTIDO
DAS
COISAS
É
QUERER
SABER
DEMAIS...
E O MUNDO É PERFEITO.
PERFEITO
PERFEIT
PERFEI
PERFE
PERF
PER
PE
P
(L)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ciclo da vida

É estranho. Tem dias que você acorda e acha que o mundo é belo e que realmente tem salvação. Que seus problemas irão se resolver porque você, simplesmente, quer que eles vão embora. Noutros, você acorda se sentindo o cocô do cavalo do bandido. Pensa que os seus problemas são maiores que você e que, por isso, se lamentar de tudo, de todos e da vida  fica  mais fácil. Afinal, ser a vítima é muito mais cômodo. O papel dela é, simplesmente, se sentir um zero à esquerda. Papel fácil num mundo cheio de erros, cheio de pensamentos contrários aos seus, cheio de diferenças, de perdas, de dificuldades, de concorrências (em todos os âmbitos). Cheinho de coisas ruins. Até dentro de você existe coisas ruins, não é mesmo? Isso é normal, meu caro (a).  Querer ser o herói e a vítima, ao mesmo tempo. Ser o anjinho e o capetinha numa mesma situação. Querer cuidar e, em questão de segundos, querer chutar o pau da barraca. Normal é ter (e ser) os dois lados da moeda. Mas, cá entre nós, ninguém nunca tropeçou sentado, se fazendo de vítima o tempo todo. É tropeçando que você lembra que ainda existe. Levante. Ande. Diga. Faça. Sinta. Erre. Desculpe-se. Refaça. Acredito fortemente que este é o grande ciclo da vida. 


segunda-feira, 5 de março de 2012

Entre o céu e o inferno, eu vivo


Tenho dentro de mim o céu e o inferno, se enfrentando constantemente. Aquilo que me eleva é o mesmo que, por algum descuido de atenção, me faz rebaixar até aonde existem apenas os meus medos, que me dilaceram a alma. Quantas emoções criei? E quantos medos eu gerei? Os números, eu desconheço. Mas foram na mesma proporção e intensidade. Desde a primeira emoção, quando ganhei a estrelinha dourada no caderno de desenho. Mostrava a todos o meu potencial e minha brilhante capacidade de ser muito boa desde tão cedo. Emoção exprimida demasiadamente por mim me fez não me dar conta de que aquela estrelinha dourada era apenas um gesto de incentivo, e não um troféu de melhor aluna. Quando no meu dia, alguém me presenteava com a lembrancinha mais banal, me fazendo encher de sentimentos bons, a teimosa emoção crescente me acompanhava até o pensamento de que teria aquele alguém até o meu último aniversário. Emoções: algumas criadas, outras excessivas, mas todas minhas. A vitória do campeonato de xadrez, as apresentações de final de ano no jazz, o primeiro amor, o primeiro bouquet de rosas vermelhas, o "segundo primeiro beijo", os amores eternos, as borboletas que visitaram meu estômago, todos que chamei de "meu", os shows classificados como "da minha vida", várias canções "minhas", as viagens de verão, as viagens de lua-de-mel, os passeios no zoológico, os gritos nos vários parques de diversão, os coelhinhos na lua, o presente de uma estrela cadente, a 1ª CNH chegando pelo Correio, a primeira voltinha de carro, a emoção de ser perdoada, de ser compreendida, de dizer a verdade, de pintar o amor com cor demais, de fazer renascer o amor, de poder contar com alguém, de chorar junto, de dizer "eu errei" sem máscara, de ter sempre a quem amar, os sms do meu pai, a alegria da minha mãe ao me ver chegar, a responsabilidade e a (maior, até) emoção de ser titia/dinda da criatura mais linda de todo o universo. Todas essas emoções, sem exceção, foram/são sentidas exorbitantemente por mim, sem peso nem culpa. Assim também era com todos os meus medos e frustrações, sempre muito profundos e acentuados. Meu medo de ir sozinha até a cidade vizinha, num endereço desconhecido, me fazia viver a cena de um possível furto, seguido de fuga dos trombadinhas e, por fim, perder o rumo de vez. Medo de ser responsável pelo fracasso do trabalho de turma do colégio. Medo de descobrirem que a imagem de responsável e certinha do qual fui nomeada, seja apenas fruto da cabeça das pessoas que sempre imaginavam ser a menina quieta, tímida  e risonha da turma. Medo de não ser boa em tudo o que faço. Medo de não tirar a carteira de primeira como minha irmã, e ser cobrada por isso. Medo de não saber como demonstrar todos os sentimentos habitantes em mim e ser mal compreendida por tal. Medo do que possam pensar se eu disser tudo o que penso de verdade. Medo de, não dizendo a verdade, ser interpretada como não confiável. Medo de faltar o ar. Medo de escolher a cor do esmalte errada. Medo de escolher o curso que não se pareça comigo e perder uns 4 ou 5 anos da minha vida estudando algo que não gosto, sem ter nenhum retorno depois. Medo de perder todos que amo. Medo de continuar perdendo tudo e todos que um dia eu achei que fosse meu, de alguma maneira. Medo de não ser nada na vida. Medo de desistirem de mim. Medo de não ser capaz.  Medo da falta de amor. Medo da escuridão. Medo da enfermidade. Medo da solidão. Medo da vida. Medo da morte. Medo de gente. Medo do medo. 
Pra quê tanto excesso? Tanto exagero? Tanto ênfase? Tanta profundidade? Colocar a culpa no signo de escorpião funciona? Ou será que culpar a sociedade é mais aceitável e compreensivo? Prefiro tomar a culpa de todos os exageros, lapidar todos os excessos e aceitar o eu, o grande EU que existe aqui dentro. 

"O que importa afinal: viver ou saber que se está vivendo?" (C. L.)