É estranho. Tem dias que você acorda e acha que o mundo é belo e que realmente tem salvação. Que seus problemas irão se resolver porque você, simplesmente, quer que eles vão embora. Noutros, você acorda se sentindo o cocô do cavalo do bandido. Pensa que os seus problemas são maiores que você e que, por isso, se lamentar de tudo, de todos e da vida fica mais fácil. Afinal, ser a vítima é muito mais cômodo. O papel dela é, simplesmente, se sentir um zero à esquerda. Papel fácil num mundo cheio de erros, cheio de pensamentos contrários aos seus, cheio de diferenças, de perdas, de dificuldades, de concorrências (em todos os âmbitos). Cheinho de coisas ruins. Até dentro de você existe coisas ruins, não é mesmo? Isso é normal, meu caro (a). Querer ser o herói e a vítima, ao mesmo tempo. Ser o anjinho e o capetinha numa mesma situação. Querer cuidar e, em questão de segundos, querer chutar o pau da barraca. Normal é ter (e ser) os dois lados da moeda. Mas, cá entre nós, ninguém nunca tropeçou sentado, se fazendo de vítima o tempo todo. É tropeçando que você lembra que ainda existe. Levante. Ande. Diga. Faça. Sinta. Erre. Desculpe-se. Refaça. Acredito fortemente que este é o grande ciclo da vida.

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