Ela sempre esteve presente nos meus dias, nos meus sentimentos e nas minhas (re)ações.
Mesmo não existindo motivos reais, inventava desculpas para que ela aparecesse e permanecesse em minha companhia mais uma vez.
Sempre fiz questão de que ela estivesse ao meu lado.
A verdade é que ela me confortava.
Buscava nela um refúgio onde não encontrava em nenhum outro lugar.
Era comum alguém me pegar falando seu nome.
Foram muitas e muitas lágrimas por ela.
Eu sabia que ela, às vezes, me fazia sofrer.
Mas era um sentimento bom.
Um sentimento do qual eu nunca quis deixar de sentir.
Ela sempre foi minha distância aqui de dentro.
Era quem transformava meu nada em (quase) tudo.
Não podia imaginar que todo esse tempo era apenas um ensaio pro hoje.
Hoje que não preciso mais inventar desculpas para estar ao seu lado.
Nem fazer questão pra que ela permaneça por perto.
Tanto a quis, que ela hoje está aqui.
Todos os dias.
E não há saída para que ela vá embora.
Não sei nem se quero que ela se vá.
Ela continua me confortando.
Mesmo quando resolvi seguir meu destino, ela veio junto.
Deixei que a viesse porque assim era um jeito de se estar perto.
Porém, ela me confundia às vezes.
Quase sempre.
Mas havia encontrado um jeito de amenizar a situação.
E amenizava.
O ciclo repetia e ela estava ali, de novo.
Eu não tinha saída.
Outra vez ela se fazia presente.
Aparecia pra dizer que o meu destino me esperava.
E que era preciso voltar.
E voltava.
Hoje estamos aqui.
A saudade e eu.
Minha companheira diária.
Saudade daí quando cá estou.
Saudade daqui quando pra aí vou.
E um misto de sentimento se confunde.
Uns dizem que a saudade é sadia.
Outros já dizem que ela é passado.
Pra mim, ela é o presente.
E também um refúgio.
Meu refúgio em dias entediosos.
Quero apenas que fique.
Que me faça companhia como dias como este.
Que me traga perto tudo que está longe.
E que me faça entender que distante é logo ali.
Nenhum comentário:
Postar um comentário